Os preços do petróleo experimentaram um significativo aumento nesta terça-feira (28), atingindo o maior nível em um mês, após o anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que inclui aliados estratégicos. Às 13h15, o petróleo tipo Brent, referência internacional, registrava alta de 2,80%, sendo cotado a US$ 111,26 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subia 3,65%, alcançando US$ 99,89. A alta nos preços é atribuída à recente decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep a partir de 1º de maio, o que representa um golpe significativo para o grupo, especialmente para a Arábia Saudita, seu principal líder. O ministro de Energia dos Emirados, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a decisão, que foi tomada após uma análise cuidadosa das políticas energéticas do país na região. Essa saída, inesperada e que ocorre após 56 anos de associação com a Opep, pode enfraquecer a influência do grupo sobre os preços do petróleo em um momento crítico de instabilidade no mercado global, exacerbada por conflitos regionais, especialmente com o Irã. Além disso, a decisão reflete a insatisfação dos Emirados com a resposta de outros países árabes às ameaças iranianas, destacando a fragilidade das alianças na região. A saída dos Emirados é vista como uma vitória para o ex-presidente Donald Trump, que criticou a Opep por elevar os preços do petróleo, ressaltando a complexidade das relações no Oriente Médio e seus impactos diretos na economia global.
Fonte: G1










