Joshua Wong, um dos principais ativistas em defesa da democracia em Hong Kong, esteve novamente no tribunal no dia 14, enfrentando um novo processo sob a controversa Lei de Segurança Nacional imposta pela China. Wong é acusado de conspiração para conluio com forças estrangeiras, uma acusação que pode resultar em uma sentença de prisão perpétua. O ativista de 29 anos está preso desde novembro de 2020 e ganhou notoriedade internacional durante o Movimento dos Guarda-Chuvas, que ocorreu quando ele tinha apenas 17 anos. Esse movimento mobilizou milhares de manifestantes em busca de eleições livres e maior autonomia política em relação ao governo de Pequim.
Wong co-fundou o partido Demosistō, que foi dissolvido após a promulgação da Lei de Segurança Nacional em junho de 2020, a qual criminalizou ações consideradas subversivas e ampliou os poderes da polícia, resultando em centenas de prisões. Atualmente, ele cumpre uma sentença de quatro anos e oito meses por sua participação em um caso que envolveu dezenas de ativistas e políticos durante as primárias democráticas informais de 2020.
Embora sua libertação estivesse prevista para 2027, em junho de 2025, Wong foi acusado de solicitar a imposição de sanções contra Hong Kong e a China. Organizações internacionais de direitos humanos têm criticado severamente o tratamento de Wong, afirmando que as acusações visam silenciar vozes dissidentes e perpetuar um regime autoritário. Sarah Brooks, diretora da Anistia Internacional para a China, destacou que a acusação contra Wong é uma evidência do medo das autoridades em relação à dissidência. O ativista também é autor do livro ‘Democracia Ameaçada’, publicado no Brasil, onde relata sua trajetória política e os desafios enfrentados por Hong Kong diante da repressão chinesa.
Fonte: Oeste



