Os preços das passagens aéreas no Brasil tiveram um aumento significativo de 19,4% em março de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, conforme relatado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O indicador utilizado pela agência, que é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), alcançou R$ 0,5549, refletindo o preço efetivamente cobrado pelas companhias aéreas por distância percorrida. Essa alta de tarifas ocorre em um contexto de aumento dos preços do petróleo, que se intensificou devido a conflitos no Oriente Médio, resultando em uma alta de cerca de 45% no preço do barril do tipo Brent. Isso impacta diretamente o custo do querosene de aviação (QAV), essencial para o setor aéreo.
Apesar do aumento, a Anac afirmou que essa variação de preços está dentro da margem típica do setor, mesmo diante dos desafios externos. A tarifa média real em março foi de R$ 707,16, um aumento de 17,8% em relação a março de 2025. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) expressou preocupação com o reajuste de 54,6% no preço do QAV, que pode ter “consequências severas” para o setor aéreo, impactando na oferta de serviços e na conectividade do transporte aéreo no país.
Em termos de movimentação, a aviação civil brasileira transportou 10,6 milhões de passageiros em março, o maior volume já registrado para o período, mostrando um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior. A demanda e a oferta de voos também apresentaram crescimento significativo, evidenciando uma recuperação no setor, apesar dos desafios enfrentados com os custos elevados. Essas informações fazem parte do relatório atualizado da Anac, que abrange dados relevantes sobre a demanda e oferta no setor aéreo.
Fonte: G1







