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Banco Master transfere R$ 126 milhões a empresa ligada a acusado de fraudes

O Banco Master está no centro de uma controvérsia após realizar pagamentos que somam R$ 126,6 milhões à Midias Promotora LTDA, uma empresa localizada no Rio de Janeiro. Esse montante, classificado como remuneração por serviços, supera os R$ 80 milhões que foram direcionados ao escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). O administrador da Midias, Gilson Bahia Vasconcelos, que recebeu auxílio emergencial durante a pandemia, fundou a empresa com um capital social de R$ 1 milhão. No entanto, apesar dos altos valores recebidos, ele reside em um sobrado simples em Realengo e não possui imóveis registrados em seu nome. Vasconcelos enfrenta sérias acusações, sendo processado por estelionato pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, e é suspeito de liderar um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. O grupo supostamente acessava dados das vítimas por meio de um programa chamado Vanguard, oferecendo cartões de desconto e capturando informações pessoais em encontros presenciais. Apesar das graves acusações, o advogado de Vasconcelos alega que ele nega qualquer envolvimento com a empresa relacionada ao esquema de estelionato. Em 2024, a Midias recebeu a maior parte dos repasses, totalizando R$ 96 milhões do Banco Master, durante o qual Vasconcelos ficou preso preventivamente por quase um mês, sendo acusado de integrar uma organização criminosa dedicada a fraudes. A assessoria do banco não forneceu esclarecimentos sobre os serviços que justificariam tais pagamentos, nem sobre a regularidade das transações. A situação levanta sérias questões sobre a transparência financeira do Banco Master e as relações entre seus operadores e empresas relacionadas.

Fonte: Oeste

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