O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de juros reais, com a taxa real subindo de 9,23% em janeiro para 9,51% ao ano em março. Este índice, que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses, destaca a realidade econômica brasileira em um cenário global. A Turquia lidera a lista com uma taxa real de 10,38% ao ano, segundo levantamento realizado pelo Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, que analisou 40 economias ao redor do mundo. A média das taxas reais desses países é de apenas 2,18% ao ano, evidenciando a posição elevada do Brasil neste contexto.
Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou uma redução na taxa Selic, que passou de 15% para 14,75% ao ano. Apesar do corte de 0,25 ponto percentual, essa mudança não afetou a posição do país no ranking de juros reais. O Brasil continua a apresentar juros reais superiores aos da Rússia e Argentina, que estão ambos com 9,41%, além do México, que registra 5,39%. Em termos nominais, a taxa brasileira ocupa a quarta posição mundial, atrás da Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%).
No período analisado, 82,5% dos países mantiveram suas taxas de juros, enquanto 10% realizaram cortes e 7,5% elevaram os índices. O cálculo da taxa real considera a inflação projetada de 4,03%, conforme indicado no boletim Focus. Além disso, a consultoria responsável pelo levantamento aponta que as incertezas inflacionárias no Brasil continuam, influenciadas por questões fiscais e um mercado de trabalho apertado, além de fatores externos como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que também impactam as decisões de política monetária.
Fonte: Oeste










