Entender a carga tributária é crucial para a sobrevivência das empresas no Brasil, especialmente em um cenário onde a previsão para 2026 indica que esse indicador pode alcançar impressionantes 34% do PIB. Isso significa que, de cada R$ 100,00 gerados em riqueza, R$ 34,00 são confiscados pelo Estado apenas para manter sua estrutura. Essa voracidade financeira resulta em uma transferência de riqueza do setor produtivo para os cofres públicos, prejudicando não apenas a lucratividade das empresas, mas também o poder de compra da população.
O sistema tributário brasileiro é considerado um dos mais regressivos do mundo, pois a maior parte da arrecadação provém de impostos sobre o consumo, penalizando principalmente os mais pobres. Em países desenvolvidos, a tributação é mais focada na riqueza acumulada, enquanto no Brasil, os que estão na base da pirâmide sustentam o peso do Estado desproporcionalmente. Essa distorção gera um ciclo vicioso que encarece produtos e serviços, inviabilizando operações B2B e dificultando a mobilidade social.
Além disso, a burocracia fiscal age como um imposto oculto, gerando um custo de conformidade que pode ultrapassar R$ 120.000,00 anuais para empresas de médio porte, sem trazer valor agregado.
Com a iminente transição para o IVA Dual, que promete simplificar a carga tributária, a alíquota projetada ainda flerta com perigosos 26,5%. Assim, as empresas devem se preparar para uma reprecificação de contratos, uma vez que a alta carga tributária continuará a ser um dos maiores obstáculos ao crescimento econômico no Brasil.
Fonte: Oeste







