A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado marcou para esta quarta-feira, 8, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, que visa abolir a aposentadoria compulsória como forma de punição a militares, magistrados e membros do Ministério Público. A medida, que pode ser vista como um avanço na proteção dos direitos e garantias dos servidores públicos, foi proposta pelo ex-senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia 18 de março, os senadores da CCJ pediram um tempo adicional para análise do projeto, resultando em uma audiência pública que ocorreu nesta terça-feira, 7, para discutir o tema. A senadora Eliziane Gama (PT-MA) assumiu a relatoria da PEC e apresentou um parecer favorável, incluindo três emendas de redação que visam aprimorar o texto.
Flávio Dino, em decisão recente, determinou que a punição para infrações graves cometidas por magistrados não deve mais ser a aposentadoria compulsória, mas sim a perda do cargo, afirmando que essa penalidade se tornou inconstitucional por não estar prevista na reforma da Previdência de 2019. Segundo o ministro, em casos de faltas graves, a demissão deve ser a penalidade aplicada, após o devido processo legal, alinhando-se aos procedimentos utilizados em outros setores do serviço público.
Essa proposta gera um debate importante sobre a responsabilidade e a ética no serviço público, além de promover uma discussão necessária sobre a necessidade de garantir que as punições sejam justas e proporcionais às infrações cometidas. A medida, portanto, representa um passo significativo em direção a uma gestão pública mais responsável e transparente.
Fonte: Oeste







