A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou um relatório alarmante que aponta possíveis irregularidades na concessão de bolsas de estudo e pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), resultando em pagamentos indevidos que podem chegar a R$ 45 milhões por ano. A análise, referente ao ano de 2024, destaca deficiências significativas nos processos de aprovação e fiscalização das bolsas, evidenciando a necessidade urgente de aprimoramento nos controles internos da instituição. De acordo com os dados, aproximadamente 2,5 mil bolsas, equivalentes a 1,5% dos 174 mil beneficiários do CNPq, apresentaram algum tipo de irregularidade. Entre os problemas identificados, a CGU destacou a presença de servidores públicos e sócios de empresas na folha de pagamento, o que contraria as normas que restringem o benefício a pessoas sem vínculos empregatícios. O CNPq reconheceu que 2,3 mil bolsistas estavam em situações incompatíveis com as exigências, com pagamentos indevidos totalizando R$ 9,3 milhões. Além disso, foram verificados casos de pagamentos duplicados, somando R$ 5 milhões, e a situação de beneficiários recebendo bolsas de mais de uma fundação, prática geralmente proibida. O CNPq se comprometeu a investigar as irregularidades e a recuperar os valores pagos indevidamente, afirmando que ações corretivas estão em andamento. O relatório também revelou pagamentos a 32 pessoas falecidas, atribuídos à dificuldade de acesso aos registros de óbitos, com o CNPq buscando soluções para integrar essas informações. A situação expõe a fragilidade do sistema e a necessidade de medidas rigorosas para garantir a transparência e a correta utilização dos recursos públicos.
Fonte: Oeste







