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COI determina que atletas trans competirão segundo sexo biológico

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que atletas transgêneros poderão competir nas Olimpíadas apenas na categoria correspondente ao sexo biológico. Essa decisão, oficializada em março de 2023, será implementada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. De acordo com a nova regra, a participação na categoria feminina será restrita àquelas que sejam biologicamente do sexo feminino e que não tenham utilizado testosterona ou outros andrógenos. Por outro lado, atletas trans do sexo masculino que cumprirem os critérios esportivos poderão competir entre os homens.

Para a identificação do sexo biológico, o COI utilizará um exame baseado na análise do gene SRY, que é responsável pelo desenvolvimento sexual masculino. O teste será realizado uma única vez na carreira do atleta, utilizando um swab bucal, método que apresenta uma precisão superior a 99%. O COI fundamenta sua decisão em evidências científicas que indicam que atletas biologicamente masculinos possuem vantagens anatômicas e fisiológicas em esportes que dependem de força, potência e resistência.

Além disso, a nova política não terá efeito retroativo, ou seja, resultados anteriores de atletas que não se enquadram nos novos critérios permanecerão válidos. Vale ressaltar que essa medida diz respeito apenas a eventos organizados pelo COI, não afetando práticas esportivas amadoras ou recreativas. O Comitê também esclareceu que o teste do gene SRY poderá ser realizado na maioria dos países, permitindo que atletas de nações onde o exame é proibido, como Noruega e França, possam realizá-lo legalmente em outro país. As diretrizes se aplicam exclusivamente a competições internacionais promovidas pelo COI.

Fonte: Oeste

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