Dario Durigan foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que agora se dedica à corrida pelo governo de São Paulo. A nomeação não causou surpresa no mercado, que, por enquanto, recebeu a notícia de maneira positiva. Especialistas destacam que Durigan, ex-número dois da pasta, terá como principal missão priorizar as contas públicas em um ano eleitoral e seguir as diretrizes já estabelecidas por Haddad. Análises apontam que a continuidade das políticas fiscais é essencial, especialmente diante da pressão inflacionária gerada pela guerra no Oriente Médio e a consequente alta nos preços do petróleo e do diesel. O novo ministro deve focar em garantir a previsibilidade no mercado, evitando mudanças abruptas e mantendo o compromisso com as metas fiscais já definidas. O espaço para gastos livres está restrito, o que exigirá cautela nas decisões orçamentárias, especialmente considerando a possibilidade de discussões sobre um novo modelo fiscal a partir de 2027. Além disso, Durigan enfrentará um cenário político desafiador, com um Congresso esvaziado devido ao calendário eleitoral, dificultando a tramitação de pautas econômicas. A alta do diesel, impulsionada pelo cenário internacional, também exigirá articulações complexas para mitigar seus efeitos sobre a inflação. Apesar das incertezas, a expectativa inicial é de que sua gestão siga na linha da continuidade, mas será necessário monitorar como ele lidará com as pressões eleitorais e as exigências do mercado nos próximos meses.
Fonte: G1











