Na quarta-feira, 8, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que os Estados Unidos rejeitaram a proposta de dez pontos apresentada pelo Irã para um acordo de paz, considerando-a “inaceitável”. Após essa recusa, o governo iraniano apresentou uma versão mais simplificada do plano, que será discutida em Islamabad, com a mediação do Paquistão. A Casa Branca optou por manter os detalhes dessas negociações em sigilo, o que levanta questões sobre a transparência do processo.
O governo iraniano, por sua vez, não respondeu diretamente às declarações de Washington, mas deixou claro que considera a proposta inicial uma base válida para negociações. Mohammed Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que os termos apresentados por Teerã são legítimos e sustentou que, segundo Donald Trump, a proposta poderia ser vista como uma “base fiável para se negociar”.
O plano do Irã inclui medidas como a não agressão entre as partes, a permanência do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e a aceitação do enriquecimento de urânio. Além disso, prevê a suspensão de sanções primárias e secundárias, a revogação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, entre outras demandas. Ghalibaf comentou que Estados Unidos e Israel não cumpriram compromissos de não agressão, citando violações do espaço aéreo iraniano. O ex-presidente Trump já deixou claro que a descontinuação do programa nuclear iraniano é essencial para o fim do conflito. Recentemente, o Irã também fechou o Estreito de Ormuz novamente, aumentando as tensões na região.
Fonte: Oeste







