O governo federal anunciou na última sexta-feira (24) o bloqueio de 27 plataformas de apostas conhecidas como de “predição”, que permitem aos usuários fazer previsões sobre eventos esportivos, políticos, sociais e de entretenimento. Inicialmente, foi informado um total de 28 bloqueios, mas a informação foi corrigida após a retirada de uma plataforma da lista. A medida visa evitar a criação de um mercado de apostas sem controle, que, segundo autoridades, expõe os brasileiros a riscos financeiros e opera fora da legislação nacional.
Essas plataformas funcionam como mercados onde os participantes apostam dinheiro no resultado de eventos futuros, como eleições e indicadores econômicos, diferentemente das apostas tradicionais. De acordo com o governo, desde 2023, uma regulação mais rigorosa tem sido implementada para coibir a atuação irregular de empresas no setor.
A divulgação do bloqueio coincide com a publicação de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proíbe a oferta e negociação desse tipo de plataforma no Brasil, a norma, que entra em vigor em 4 de maio, não afeta as apostas já estabelecidas no país. Essa ação também reflete a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o impacto das apostas no orçamento das famílias, especialmente em um período de vulnerabilidade econômica. O endividamento das famílias é uma questão abordada frequentemente por Lula em seus discursos, visando mitigar os riscos financeiros que afetam os cidadãos.
Durante a coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que as apostas de predição não se alinham com a legislação vigente, afirmando que as empresas que operam nessas plataformas violam as leis aprovadas pelo Congresso. O governo também revelou que, entre 2024 e 2025, bloqueou cerca de 39 mil domínios de apostas irregulares e mais de 450 perfis em redes sociais relacionados a esses serviços.
Fonte: G1










