A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviará, nesta terça-feira, 14, uma carta a todos os deputados federais e senadores, manifestando sua oposição à proposta de redução da jornada de trabalho, considerada uma prioridade na agenda legislativa do governo Lula da Silva. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca que a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais terá um impacto direto na competitividade das empresas brasileiras, nos empregos formais e na produtividade. Em apoio a essa ação, a CNI coletou a assinatura de mais de 800 instituições do setor industrial, incluindo 27 federações estaduais e 741 sindicatos. Segundo a confederação, a redução pode acarretar um aumento de custos com salários que pode chegar a R$ 267 bilhões, o que pressionaria a inflação e resultaria em um aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor. O documento ainda aponta que setores como o têxtil e de panificação seriam os mais afetados. Embora a CNI reconheça a importância de aprimorar as relações de trabalho, defende que mudanças dessa magnitude devem ser acompanhadas de estudos técnicos, uma transição gradual e melhorias na produtividade. O governo, diante da lentidão na tramitação da proposta, considera a possibilidade de enviar um novo projeto em regime de urgência para evitar maior impacto na economia.
Fonte: Oeste







