Anna Sloutskin, uma bióloga de pesquisa de 37 anos, vive em um assentamento israelense na Cisjordânia ocupada e expressa seu desejo de ver as fronteiras de Israel se expandirem, com a esperança de um dia se mudar para o sul do Líbano. Ela não está sozinha em seus anseios. Em meio a conflitos entre Israel e o Hezbollah que resultaram na deslocação de mais de um milhão de libaneses, uma facção de direita do movimento de colonização israelense está fixando seus olhos na região norte. O grupo, denominado Uri Tzafon, que significa ‘Acorde, Vento do Norte’, é composto por dezenas de famílias que compartilham da mesma visão expansionista. Sloutskin, que cofundou o movimento em 2024, observa que a iniciativa tem ganhado força e atraído mais adeptos. A ideia de expandir o território israelense para incluir partes do Líbano é vista como uma oportunidade por esses colonos, que acreditam que a região pode ser uma extensão natural de seu país. Essa movimentação reflete não apenas os desejos individuais, mas também uma ideologia mais ampla que visa consolidar a presença israelense em áreas contenciosas. À medida que a situação no Líbano se agrava e os conflitos persistem, a busca por novas fronteiras por parte de grupos como Uri Tzafon pode ter implicações significativas para a dinâmica regional.
Fonte: Al‑Monitor



