Uma semana após o primeiro turno das eleições no Peru, o país continua sem saber quem será o adversário da candidata conservadora Keiko Fujimori no segundo turno, agendado para junho. A situação confusa é resultado de uma paralisia na contagem oficial, que gerou uma onda de protestos nas ruas de Lima contra as autoridades eleitorais. Com aproximadamente 94% dos votos contabilizados, Keiko Fujimori lidera com 17% das votações. No entanto, a segunda vaga está sendo disputada entre o deputado de esquerda Roberto Sánchez e o empresário conservador Rafael López Aliaga, com uma margem extremamente apertada de apenas 0,1 ponto porcentual, o que equivale a cerca de 13 mil votos, e que pode oscilar conforme novas atas são processadas.
Desde a última sexta-feira, a contagem oficial avançou pouco, e cerca de 6% das seções eleitorais, que equivalem a mais de um milhão de votos, foram contestadas devido a inconsistências e erros. O Jurado Nacional de Eleições (JNE) começou a revisar essas atas em audiências públicas, e seu coordenador jurídico, Jorge Valdivia, previu que o resultado final pode ser divulgado apenas em 15 de maio. A demora e os problemas logísticos têm gerado tensões, levando milhares de pessoas às ruas em protesto contra o que consideram uma fraude.
López Aliaga, que defende a nulidade do pleito, convocou uma manifestação em Lima, onde milhares gritaram contra as supostas irregularidades. Além disso, o chefe da ONPE, Piero Corvetto, está sob pressão para renunciar, com empresários e parlamentares exigindo sua saída para garantir a transparência do segundo turno. A situação atual no Peru é crítica, e a incerteza política persiste, lembrando episódios anteriores de atrasos na divulgação de resultados eleitorais, como ocorreu em 2021.
Fonte: Oeste







