Em um feito notável, o físico brasileiro Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, criou um modelo inovador que promete revolucionar as viagens a Marte. Após anos de cálculos meticulosos, Souza propôs uma rota que reduz drasticamente o tempo de missões tripuladas ao planeta vermelho. Enquanto os métodos tradicionais podem levar de dois a três anos, o estudo sugere que o tempo de ida e volta pode ser reduzido para entre 153 e 226 dias, incluindo uma estada temporária em Marte.
A pesquisa, publicada na respeitada revista científica Acta Astronautica, rapidamente ganhou destaque internacional, sendo divulgada em cerca de 50 países e em mais de 26 idiomas. Essa repercussão é atribuída à abordagem inovadora de Souza para um dos principais desafios das missões espaciais: a exposição prolongada dos astronautas ao espaço profundo, que aumenta os riscos relacionados à radiação cósmica e à microgravidade.
Marcelo de Oliveira Souza, que não pertence a agências espaciais como a NASA, utilizou inteligência artificial para acelerar suas simulações e cálculos, permitindo a criação de diferentes modelos de viagem. Um dos cenários simulados poderia levar apenas 34 dias, embora dependa de tecnologias que ainda não estão disponíveis. Outro modelo, mais viável com a tecnologia atual, prevê uma missão completa em aproximadamente 226 dias. Além disso, o estudo indica que há uma oportunidade especialmente favorável para essas viagens em 2031.
A atuação de Souza na divulgação científica também merece destaque. Ele fundou o Clube de Astronomia Louis Cruls e foi o primeiro brasileiro a receber um prêmio da Dark Sky International, reconhecendo seu trabalho na preservação do céu noturno. Atualmente, coordena o projeto “Jovens Astros do Amanhã”, uma iniciativa apoiada pelo consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Este pesquisador é um exemplo de como a ciência brasileira pode alcançar novas fronteiras e trazer inovações significativas para a exploração espacial.
Fonte: Oeste









