A Petrobras não conseguiu atender completamente à demanda de diesel das grandes distribuidoras para entregas programadas para maio, restringindo-se a 90% do volume solicitado. Essa situação ocorre enquanto a estatal busca evitar a importação do combustível, devido aos altos preços praticados no mercado internacional, conforme informações obtidas pela Reuters. A negativa representa uma continuidade da tendência observada em abril, quando a empresa já havia cortado cerca de 20% de uma cota solicitada pelas distribuidoras. Os pedidos feitos pelas empresas são baseados em contratos firmados recentemente com a Petrobras e ajustados conforme a necessidade ao longo do tempo. Segundo fontes, as distribuidoras podem estar solicitando volumes superiores à demanda real, tentando conquistar participação de mercado em detrimento de concorrentes menores. O mercado de diesel brasileiro, o combustível mais comercializado no país, enfrenta tensões desde o início do conflito no Golfo Pérsico, com o Brasil dependendo de importações para cerca de 25% de sua demanda. Para mitigar a alta dos preços, o governo implementou um programa de subsídios, entre outras medidas. Apesar das críticas de ministros que acusam as distribuidoras de elevar os preços de forma oportunista, fontes internas da Petrobras afirmam que a companhia está atendendo à média de volumes dos últimos três meses. A necessidade de cortes nos pedidos se deve, em parte, à falta de importações, uma vez que a empresa anunciou que não realizará importações em abril e maio, além de ter adiado uma parada programada em sua unidade de produção de diesel na Refinaria Presidente Getúlio Vargas. Essa decisão visa equilibrar a oferta e reduzir a necessidade de importações, especialmente diante do aumento da demanda no setor.
Fonte: G1











