A Polícia Federal (PF) realizou, na última sexta-feira, dia 15, uma operação de busca contra o desembargador Guaraci Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Operação Sem Refino investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e crimes tributários associados ao empresário Ricardo Magro, do Grupo Refit, que inclui a antiga Refinaria de Manguinhos. A investigação revela que Guaraci teria sido ‘cooptado’ por interesses da Refit, favorecendo a empresa em suas decisões judiciais, incluindo a liberação de combustíveis apreendidos na Operação Carbono Oculto, que atingiu várias organizações criminosas. O desembargador autorizou a desinterdição do parque industrial da refinaria e o encerramento do transbordo de combustíveis apreendidos, mesmo após a suspensão da tramitação do recurso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, ele permitiu o pagamento antecipado de honorários periciais sem consultar as partes envolvidas, o que levanta sérias questões sobre a imparcialidade de suas decisões. Guaraci já havia sido afastado de suas funções por ordem do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, em março deste ano, devido à suspeita de irregularidades. O empresário Ricardo Magro está atualmente foragido e foi incluído na lista de procurados da Interpol. A PF também destaca a criação da chamada ‘Lei Ricardo Magro’, que favoreceria diretamente o conglomerado Refit, aprovada pouco após a interdição das operações da refinaria. O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, classificou algumas decisões do desembargador como ‘manifestamente ilegais’, evidenciando a necessidade de uma investigação aprofundada sobre suas ações.
Fonte: Oeste



