O jogo Pragmata, da Capcom, apresenta uma proposta inovadora que mistura combate em terceira pessoa com mecânicas de hacking em tempo real. Desde o início, os jogadores são apresentados a um mundo onde a estratégia é fundamental. Em vez de simplesmente atacar inimigos robóticos na estação lunar, é necessário primeiro desativar suas defesas através de um sistema de hacking, guiado pela androide Diana, que acompanha o protagonista, Hugh. Essa abordagem cria um ciclo interessante, onde o jogador deve equilibrar a movimentação rápida com a resolução de quebra-cabeças para garantir a vitória.
À medida que o jogo avança, a complexidade das mecânicas de hacking aumenta, introduzindo novos desafios e inimigos que exigem adaptações constantes nas estratégias. Embora a variedade de inimigos ajude a manter o interesse, alguns jogadores podem achar que a repetição do ciclo de hacking e ataque se torna cansativa com o tempo. As batalhas contra chefes, por outro lado, são uma homenagem à tradição da Capcom, exigindo que os jogadores estudem padrões de ataque e explorem janelas para desferir danos efetivos, criando um desafio que compensa a dedicação.
Visualmente, Pragmata impressiona com seus ambientes detalhados e atmosfera de ficção científica, destacando-se como um dos projetos mais ambiciosos da Capcom. A história, centrada na relação entre Hugh e Diana, explora temas de tecnologia e emoção, oferecendo momentos que refletem sobre a interdependência entre os protagonistas. Apesar de algumas limitações, como a mecânica de armas baseada em raridade, Pragmata se destaca por sua coragem em inovar e apresentar uma experiência única dentro do gênero, merecendo a atenção dos fãs que buscam algo diferente do convencional.
Fonte: Oeste








