O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira, 28, um projeto de lei apresentado por parlamentares democratas que buscava limitar os poderes do presidente Donald Trump em relação a ações militares em Cuba. A proposta, elaborada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, exigia a autorização prévia do Congresso para qualquer ação militar na ilha. A votação terminou em 51 a 47, com a maioria dos parlamentares do Partido Republicano se opondo à medida. Apenas dois republicanos, Susan Collins, do Maine, e Rand Paul, do Kentucky, se uniram aos democratas na votação, enquanto o senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único democrata a votar contra o projeto. A resolução visava a retirada de tropas próximas a Cuba e classificava o uso da Guarda Costeira ou das Forças Armadas para bloquear a ilha como um ato hostil, exigindo assim autorização do Congresso. Até o momento, Trump não havia tomado iniciativas militares contra Cuba, focando suas atenções no conflito com o Irã. Os democratas têm tentado, sem sucesso, aprovar um conjunto de leis que limitem a capacidade de Trump de mobilizar forças militares, com propostas semelhantes em relação ao Irã e à Venezuela também sendo derrotadas. Desde 1959, Cuba é governada por um regime comunista que mantém forte aliança com a China e a Rússia. A crise energética na ilha, que começou em 2024, se intensificou devido à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela, especialmente após a prisão do ditador Nicolás Maduro. O governo Trump continua a pressionar a liderança cubana a acabar com a repressão política, libertar prisioneiros políticos e implementar reformas econômicas necessárias. Recentemente, Trump declarou: ‘Cuba é a próxima’ após as ações contra o Irã. Essa postura reafirma o compromisso dos EUA em promover a liberdade e a democracia em Cuba, um objetivo que deve ser apoiado por todos que acreditam na soberania e nas liberdades individuais.
Fonte: Oeste







