Nesta quinta-feira, 29, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado inicia a sabatina de Jorge Messias, atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) e indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar das manobras da base governista que alterou a composição da CCJ para criar um ambiente mais favorável, Messias deve enfrentar uma significativa resistência da oposição, especialmente no plenário, onde senadores conservadores tentarão barrar sua aprovação.
A estratégia da oposição se concentra em abordar temas delicados que podem comprometer a imagem do indicado. Um dos principais focos será o escândalo do Banco Master, que revelou relações entre membros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. A conexão de Dias Toffoli com essa situação, incluindo viagens em aeronaves associadas ao empresário, será utilizada para questionar possíveis conflitos de interesse e pressionar Messias sobre a necessidade de maior transparência nas ações do Supremo.
Outro ponto crucial será a atuação do STF após os eventos de 8 de janeiro. Os senadores da oposição devem interpelar Messias sobre os excessos nas condenações e as mudanças nas regras de dosimetria das penas. O indicado, que já declarou que a AGU solicitou a responsabilização dos envolvidos, terá que se posicionar sobre essas decisões polêmicas.
Além disso, questões de costumes, como a posição de Messias em relação ao aborto, também serão abordadas, especialmente após parecer da AGU que considerou inconstitucional uma resolução do Conselho Federal de Medicina sobre o assunto. Para os parlamentares conservadores, há uma contradição entre a identidade religiosa de Messias e sua atuação institucional. Por fim, o comportamento do STF em relação às redes sociais e as críticas à censura também deverão ser temas centrais na sabatina.
Fonte: Oeste







