O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem enviado à Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro partes do processo que investiga o Banco Master. Recentemente, Toffoli decidiu remeter o caso de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, à Justiça fluminense, alegando que não há conexão entre ele e os investigados que possuem foro privilegiado no STF. Anteriormente, o ministro também havia encaminhado à Justiça paulista um trecho do processo que menciona o empresário Nelson Tanure, um investidor ativo em diversos setores do mercado. Toffoli afirmou que a decisão sobre o envio integral do caso à primeira instância dependerá do andamento das investigações, para evitar nulidades processuais. Ele ressaltou que a análise ocorrerá apenas após a conclusão das apurações, garantindo respeito ao foro privilegiado e ao devido processo legal. Além disso, Toffoli enfatizou a necessidade de manter o sigilo do estágio atual do caso. Recentemente, houve pressão política para que Toffoli devolvesse o inquérito à primeira instância, em uma tentativa de reduzir o desgaste político e institucional que o STF vem enfrentando. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que a insistência de Toffoli em ser relator do caso alimenta suspeitas e expõe o tribunal a críticas, sugerindo que sua permanência na Corte poderia ser questionada.
Fonte: Oeste







