A recente movimentação financeira envolvendo a holding J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista, e a PHB Holding, ligada ao ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou grande repercussão. A transação, que totalizou R$ 25,9 milhões, refere-se à aquisição de uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) classificou essa operação como atípica, indicando que foi realizada em uma única transação entre fevereiro e outubro de 2025, embora não tenha especificado a data exata.
Poucas semanas após o início do período em questão, a empresa Maridt, vinculada à família de Toffoli, vendeu sua participação no resort para a PHB Holding, controlada pelo advogado Paulo Humberto Barbosa, que já prestou serviços à JBS, pertencente ao mesmo grupo dos irmãos Batista. Apesar das coincidências temporais, Toffoli e os demais envolvidos negam qualquer relação entre as transações, afirmando que todas as movimentações foram devidamente declaradas às autoridades competentes.
Barbosa ainda alegou que os valores recebidos da J&F correspondem a honorários advocatícios, não tendo ligação com a compra do resort. A J&F corroborou essa afirmação, afirmando que o pagamento foi destinado a serviços jurídicos, isentando-se de qualquer participação no empreendimento.
A situação se torna ainda mais complexa, uma vez que em dezembro de 2023, Toffoli concedeu uma decisão liminar que suspendeu uma multa bilionária imposta à J&F em um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, o que levanta questões sobre a ética das ações do ministro. O relatório do Coaf ressalta que a transferência à PHB Holding está entre as mais significativas realizadas pela J&F recentemente, somando aproximadamente R$ 1,3 bilhão em pagamentos a fornecedores, o que pode indicar irregularidades. No entanto, o documento não menciona diretamente Toffoli ou a empresa Maridt, deixando algumas dúvidas no ar.
Fonte: Oeste










