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Vinhos de agricultores do RS renascem após tragédias com enchentes

Após enfrentarem a maior catástrofe ambiental da história do Rio Grande do Sul em 2024, os viticultores da Serra Gaúcha vivem um momento de alívio e celebração. A safra deste ano é considerada emblemática, com uma produção que atingiu 905 mil toneladas, incluindo uvas de mesa e para a indústria, um volume acima da média, conforme dados da Emater-RS. Essa recuperação não é apenas resultado de condições climáticas favoráveis, mas também de um aumento significativo em investimentos tecnológicos e da persistência dos agricultores. Os viticultores, que sofreram perdas consecutivas, transformaram a tragédia em um símbolo de resistência. O produtor Arnaldo Argenta, de Barão (RS), perdeu toda sua produção durante as enchentes, acumulando um prejuízo de R$ 1,5 milhão em três anos. Contudo, ele e sua família limparam 180 garrafas soterradas, que agora são vendidas como a “Edição Inundação”, acompanhadas de um poema sobre a força da terra e da água. A implementação de sistemas de cultivo coberto, que protegem as uvas da chuva e reduzem doenças fúngicas, é uma das estratégias adotadas, embora seu custo seja elevado. Além disso, a pesquisa com novas variedades de uvas é fundamental. A viticultura na Serra Gaúcha, que remonta à chegada de imigrantes italianos em 1875, é um legado que permanece vivo entre as gerações, com cerca de 15 mil famílias cultivando uva no estado. Para muitos, a viticultura não é apenas uma fonte de renda, mas um legado que passa de pai para filho.

Fonte: G1

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