Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para liderar o Federal Reserve (Fed), deve reafirmar seu compromisso com a independência do banco central americano em audiência de confirmação marcada para terça-feira (21). Em comentários preparados, que foram divulgados pela Reuters, Warsh enfatiza que a condução da política monetária deve permanecer estritamente independente, mas reconhece que essa independência não se aplica a todas as funções do Fed. Ele pretende colaborar com o governo e o Congresso em questões que não envolvem diretamente a política monetária, o que levanta preocupações sobre a extensão dessa independência.
Warsh, que foi diretor do Fed entre 2006 e 2011, critica a tendência de grandes organizações a manter o status quo, considerada prejudicial em tempos de rápidas transformações. Ele acredita que o Fed, ao buscar reformas, pode promover mudanças significativas para o povo americano. Ele reitera que a independência do banco central pode ser comprometida se não cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços, uma função definida pelo Congresso.
Além disso, Warsh critica a interferência em temas de natureza fiscal ou social, como estudos sobre mudanças climáticas. Ele argumenta que a inflação baixa é essencial para a proteção do Fed contra ataques a sua independência e que aumentos na inflação podem minar a confiança dos cidadãos no sistema econômico. A audiência de confirmação de Warsh no Senado está prevista para começar às 10h no horário local (11h em Brasília).
Fonte: G1







