O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul entra em vigor de forma provisória a partir desta sexta-feira, 1º de maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que promulga o tratado, encerrando a fase interna brasileira de incorporação do acordo ao ordenamento jurídico. Isso permite que Brasil e a UE comecem a implementar o acordo, o que permitirá a aplicação gradual de suas normas entre os países que fazem parte dos blocos. Embora tenha gerado controvérsias, especialmente entre os membros da UE, a expectativa é que o tratado beneficie os exportadores e ajude a mitigar os impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. Países como Alemanha e Espanha são a favor do acordo, acreditando que ele ajudará a reduzir a dependência da China em relação a minerais essenciais. No entanto, críticos, como a França, argumentam que isso pode prejudicar os agricultores locais ao aumentar as importações de produtos como carne bovina e açúcar. Economistas alertam que os benefícios desse tratado e de outros acordos da UE serão modestos e provavelmente não compensarão a perda de comércio com os Estados Unidos. O Parlamento Europeu, que deverá aprovar o acordo, já votou a favor de contestá-lo no tribunal superior da UE, cuja decisão pode levar até dois anos. Apesar disso, a Comissão Europeia decidiu avançar com a aplicação provisória do tratado. Os defensores esperam que este acordo, considerado o maior da história da UE em termos de redução de tarifas, beneficie rapidamente os exportadores, permitindo que as vantagens sejam visíveis quando o Parlamento for votar. Entretanto, a pressão da concorrência, especialmente da China, se mantém. As empresas da UE enfrentarão dificuldades em competir nesses mercados, onde a presença chinesa tem crescido significativamente nas últimas duas décadas. Portanto, enquanto os acordos comerciais podem oferecer alguma ajuda, é improvável que o bloco europeu consiga compensar as perdas de exportação para os Estados Unidos sem uma agenda de reformas internas efetivas.
Fonte: G1







