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Colômbia: guerrilheiros assumem responsabilidade por ataque mortal

Um ataque explosivo em Cauca, no sudoeste da Colômbia, resultou na morte de 21 pessoas e deixou 56 feridos no último sábado, 25. O Estado Maior Central (EMC), formado por dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), reconheceu a autoria do atentado, classificando-o como um ‘erro tático’. O grupo, que rejeitou o acordo de paz de 2016, divulgou um comunicado em que lamenta as consequências para os civis. Segundo o EMC, a explosão ocorreu durante confrontos com o Exército colombiano, em um local onde guerrilheiros instalaram um posto de controle para emboscar os militares.

O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, comentou que o ataque foi uma resposta à pressão militar, que se intensificou após o fracasso nas negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, líder do EMC e um dos guerrilheiros mais procurados do país. Sánchez também afirmou que o atentado tinha como objetivo ‘sabotagem eleitoral’, já que as eleições estão marcadas para o próximo mês.

O escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Colômbia pediu que as autoridades tomem medidas para proteger a população civil e evitem novos ataques. Além disso, a entidade solicitou que os grupos armados cessem qualquer ataque contra civis. Um dos principais responsáveis pelo ataque, conhecido como ‘Mi Pez’, foi detido na última terça-feira, 28. O cenário eleitoral está tenso, com candidatos enfrentando desafios significativos em meio a essa violência.

Fonte: Oeste

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