A Polícia Federal (PF) divulgou nesta quarta-feira, 18, que informações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que haviam sido excluídas por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram reintegradas aos sistemas do Senado por meio da empresa de tecnologia Apple. Essa ação foi solicitada pela presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com a PF, as informações, que estavam armazenadas na sala-cofre da comissão, foram reintroduzidas fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente. O episódio foi comunicado ao ministro Mendonça, que está à frente do caso.
Na última terça-feira, 17, por ordem de Mendonça, a Polícia Federal retirou o material relacionado ao ex-controlador do Banco Master, que foi lacrado e formatado, além de restringir o acesso de parlamentares e assessores à sala no Senado. O ministro justificou essa medida como uma forma de proteger a privacidade dos investigados na Operação Compliance Zero, uma vez que os dados incluíam imagens íntimas e registros pessoais de parlamentares.
Em resposta, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o pedido de informações à Apple foi totalmente legítimo e não interferiu nas investigações do STF. Ele ressaltou que não houve tentativa de manipulação ou reconstrução de provas, e que a cadeia de custódia segue sob a responsabilidade das autoridades competentes, conforme o Código de Processo Penal. Viana também criticou a divulgação prematura do caso, afirmando que se trata de uma questão técnica que poderia ser esclarecida nos autos, mas que a exposição pública gera interpretações equivocadas e ruídos desnecessários.
Fonte: Oeste







