Dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram alvo de críticas após receberem R$ 1,5 milhão em benefícios extras durante o período de um ano, ignorando seus salários fixos. De acordo com apuração do portal Metrópoles, Magid Nauef Láuar e Alexandre Victor de Carvalho receberam quase R$ 1 milhão cada entre abril de 2025 e março de 2026, mesmo estando afastados por ordens do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a sérias denúncias. Láuar enfrenta acusações de abuso sexual, enquanto Carvalho é suspeito de favorecer a empresa 123 Milhas em decisões judiciais.
Apesar de seus afastamentos, ambos continuam a receber salários integrais, uma situação que levanta questionamentos sobre a responsabilidade e a ética no sistema judiciário. Os pagamentos extras resultaram em contracheques que ultrapassam o teto do funcionalismo público. Em um mês, Carvalho chegou a receber R$ 100 mil apenas em vantagens pessoais, superando seu salário base de R$ 42 mil. Da mesma forma, Láuar teve ganhos significativos, com R$ 89 mil em benefícios adicionais em um único mês.
O TJMG argumenta que esses pagamentos têm natureza indenizatória ou se referem a valores atrasados, o que os torna legalmente fora do limite constitucional. Contudo, a soma dos rendimentos líquidos dos dois desembargadores chegou a quase R$ 2 milhões em apenas um ano, gerando indignação na sociedade.
As acusações contra Láuar incluem relatos de pelo menos cinco abusos sexuais, incluindo uma tentativa de estupro de um familiar quando ele tinha 14 anos. Já Carvalho pediu aposentadoria pouco depois de ser intimado sobre sua ligação com a 123 Milhas, levantando ainda mais suspeitas sobre sua conduta. O CNJ mantém o sigilo das investigações, sem previsão de conclusão das apurações.
Fonte: Oeste







