Nesta quarta-feira, 22, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou a apreensão de duas embarcações no Estreito de Ormuz, transferindo-as para águas iranianas. Os navios, identificados como MSC Francesca, de bandeira do Panamá, e Epaminondas, de bandeira da Libéria, estão sob custódia do regime iraniano. Esta ação ocorreu um dia após os Estados Unidos terem estendido o cessar-fogo na região, o que levanta questões sobre a segurança marítima e a tensão geopolítica na área.
Em um comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, a Guarda Revolucionária acusou os navios de operar sem a devida autorização, violando repetidamente normas e manipulando sistemas de navegação. Essa alegação foi acompanhada pela afirmação de que as embarcações representavam um risco à segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz. O regime iraniano justificou a apreensão como uma medida de proteção dos direitos nacionais do Irã.
Horas antes do anúncio da Guarda Revolucionária, a agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e a Reuters relataram que pelo menos três navios porta-contêineres haviam sido alvo de disparos na mesma região. O site Marine Traffic, que rastreia navios internacionalmente, confirmou que as duas embarcações estão paradas ao largo da costa do Irã. Segundo a mídia iraniana, uma terceira embarcação, de bandeira grega, também teria sido atingida e estaria inoperante na costa iraniana.
Esses incidentes ocorrem em um contexto de crescente tensão, especialmente após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, que estendeu o cessar-fogo na guerra contra o Irã a pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que dura quase dois meses desde o início do conflito, resultou em uma drástica redução no tráfego marítimo na área estratégica que conecta os Golfos Pérsico e de Omã.
Fonte: Oeste







