Cuba, que historicamente se destacou por promover uma certa igualdade entre seus cidadãos, enfrenta atualmente uma realidade alarmante de desigualdade social. Esta situação se agravou nas últimas três décadas, especialmente após a introdução do comércio privado de alimentos na ilha. O que antes era visto como um modelo de equidade está se transformando em uma disparidade econômica crescente, exacerbada pela crise energética e pela instabilidade econômica que o país enfrenta atualmente. O ‘Período Especial’, que começou na década de 1990, trouxe desafios sem precedentes para a economia cubana, e a recente liberalização do setor alimentício apenas acentuou as divisões existentes. Enquanto alguns cidadãos têm acesso a uma variedade de produtos em lojas privadas, outros permanecem limitados a mercados estatais, onde a escassez e a qualidade inferior são comuns. Essa nova dinâmica não apenas revela uma desigualdade ‘invisível’, mas também destaca a falência do modelo socialista cubano, que prometeu igualdade para todos. A abertura de lojas privadas, embora vista como uma medida positiva por alguns, expõe a fragilidade do sistema e a crescente polarização econômica entre os cubanos, que, na verdade, clamam por uma verdadeira liberdade econômica e oportunidades iguais. O futuro de Cuba demanda uma reflexão profunda sobre o modelo econômico adotado e a necessidade de reformas que promovam a prosperidade de todos os cidadãos.
Fonte: BBC












