O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, se manifestou nesta quarta-feira, 13, sobre os desafios que a instituição enfrenta para controlar a inflação. Durante a abertura da IV Conferência Anual do Banco Central, Galípolo destacou a dificuldade em distinguir entre choques temporários de oferta e os chamados “efeitos de segunda ordem”, que exercem pressão inflacionária de forma mais persistente. Ele mencionou que eventos como guerras, tensões geopolíticas e fenômenos climáticos têm gerado impactos sucessivos sobre os preços e as cadeias produtivas, caracterizando o que ele chamou de “quarto choque de oferta em menos de seis anos”.
Galípolo enfatizou que esses episódios colocam os bancos centrais em uma posição especialmente desafiadora, pois elevam o custo de vida e afetam diretamente a percepção da população em relação à inflação. Em seu discurso, ele também abordou a questão das mudanças climáticas, ressaltando que fenômenos extremos estão se tornando mais frequentes, o que agrava ainda mais a situação econômica.
Além disso, o presidente do BC apontou uma “dissonância” entre os índices oficiais de inflação e a percepção popular sobre o aumento do custo de vida, o que, segundo ele, compromete a credibilidade das autoridades monetárias. Galípolo reafirmou que o Banco Central não abandonará seu objetivo de controlar a inflação, mesmo diante de um cenário de expectativas desancoradas e um mercado de trabalho aquecido.
Fonte: Oeste



