O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 4, a liberação de R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa. Essa medida faz parte de uma nova etapa do programa Desenrola, que visa auxiliar os cidadãos em suas dificuldades financeiras. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 10,5 milhões de pessoas poderão se beneficiar dessa liberação. Os valores serão depositados automaticamente nas contas dos trabalhadores vinculadas ao aplicativo do FGTS até o dia 26 de maio.
Entretanto, vale destacar que uma parte do saldo permanecerá bloqueada para aqueles que já utilizaram o recurso como garantia em operações de antecipação com bancos, sem alteração nas condições desses contratos. Além disso, a nova fase do Desenrola 2.0 permite que até 20% do saldo do FGTS seja utilizado para a quitação de dívidas, como cartões de crédito, cheque especial, crédito pessoal e FIES, com juros que podem chegar até 1,99% e descontos de até 90%.
No entanto, a iniciativa enfrenta resistência de representantes do setor produtivo, que levantam preocupações sobre os riscos para o setor habitacional e a poupança dos trabalhadores. Entidades como a Abrainc e o Secovi-SP criticam a mudança, que desvia o uso tradicional do FGTS, historicamente destinado à habitação e proteção em casos de demissão. Além disso, o programa prevê que os participantes fiquem impedidos de acessar plataformas de apostas online durante um ano, uma medida que também gera controvérsias. É fundamental que o governo busque alternativas que respeitem as necessidades dos trabalhadores, garantindo a proteção e a segurança que o FGTS sempre representou.
Fonte: Oeste







