O governo federal anunciou a previsão de que o salário mínimo atinja R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro. Essa projeção faz parte do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será enviado ao Congresso Nacional. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% concedido neste ano. Se a previsão se confirmar, o aumento para 2026 será de 5,92%, equivalente a R$ 96. No entanto, o valor final do salário mínimo só será definido em dezembro, com a divulgação do INPC de novembro.
Os reajustes do salário mínimo agora são determinados pela soma da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a correção era feita apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real. O atual governo, sob a liderança de Lula, implementou um modelo que combina a inflação com a variação do PIB, mas limitou o aumento real a 2,5%, conforme o novo arcabouço fiscal, o que impacta diretamente o crescimento do piso salarial no Brasil.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que o salário mínimo é referência para mais de 61 milhões de brasileiros, afetando trabalhadores, aposentadorias e benefícios sociais. Apesar de sua criação ter sido voltada para suprir as necessidades básicas dos trabalhadores, o valor atual é insuficiente para manter uma família com dignidade. Economistas alertam que o aumento real do salário mínimo pode elevar significativamente os gastos públicos, pressionando a taxa de juros e dificultando o crescimento econômico sustentado do país. A decisão de limitar o aumento real poderá resultar em uma economia significativa nos gastos públicos nos próximos anos.
Fonte: G1







