Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), anunciou a escolha do deputado estadual André do Prado como candidato do partido ao Senado por São Paulo. A decisão já foi comunicada à cúpula da legenda e ao governador Tarcísio de Freitas. Essa escolha ocorre sem a concordância do ex-presidente Jair Bolsonaro, que apoia o vice-prefeito da capital, coronel Mello Araújo, como candidato. Essa disputa envolve a segunda vaga ao Senado na chapa conservadora em São Paulo, sendo que a primeira já tem o nome do deputado federal Guilherme Derrite (PP) confirmado. A escolha de André do Prado gerou descontentamento entre os bolsonaristas, que sentem que seus candidatos foram deixados de lado. De acordo com um acordo anterior com o PL, Bolsonaro deveria ter a palavra final na escolha dos candidatos ao Senado. Contudo, aliados do ex-presidente foram preteridos em diversos estados, incluindo nomes como Marcos Pollon (MS), Carlos Jordy (RJ), Hélio Lopes (RR) e o próprio Mello Araújo (SP). Um dos aliados de Bolsonaro expressou a insatisfação ao afirmar que “tirando o presidente, ninguém o quer” dentro do partido. Em meio a isso, bolsonaristas estão considerando apoiar candidatos fora do PL, como o deputado federal Ricardo Salles (Novo), embora esse nome enfrente resistência de aliados próximos a Eduardo Bolsonaro, que também teve influência na composição da chapa final. A formalização da candidatura de André do Prado deve ocorrer nas convenções partidárias, previstas para julho, mas os integrantes do PL reconhecem que essa decisão pode gerar conflitos internos. Contudo, acreditam que o apoio da direção nacional e do Palácio dos Bandeirantes torna a reversão dessa escolha difícil.
Fonte: Oeste












