Uma investigação que apura irregularidades em uma licitação de 2019 no Paraná envolve dois ex-secretários do governo de Ratinho Júnior, Guto Silva e Marinho Soares. O foco da licitação estava na contratação de sistemas de treinamento virtual de tiro policial, e a empresa vencedora foi a EBTS, que pertence a Adolfo Jachinski Neto. A apuração ganhou destaque após a divulgação de um vídeo que levantou suspeitas sobre o processo licitatório, levando à abertura de um inquérito policial. Informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelam que a decisão judicial que permitiu a quebra de sigilo bancário de Jachinski é um dos principais elementos da investigação.
O caso se intensificou em 2022, quando Jonny Braga, ex-sócio de Jachinski, acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 4 milhões da empresa, o que resultou na entrega de áudios às autoridades que embasaram a investigação. As gravações indicam que Jachinski se referia a Guto Silva como a “mão direita do cara”, sugerindo uma influência significativa sobre a administração estadual. Além disso, os diálogos mencionam possíveis transferências de valores a terceiros, com indícios de ligação com financiamento de campanha.
Braga afirmou à polícia que já sabia que a EBTS venceria a licitação e que havia uma combinação entre empresas para dar a impressão de concorrência. O contrato, firmado no ano seguinte, estipulou um pagamento de R$ 3.833.000 pelos serviços. Em contato com o jornal Gazeta do Povo, Guto Silva negou qualquer relação com Jachinski ou a empresa mencionada, afirmando que não o conhece e nunca foi sócio ou teve qualquer vínculo com ele.
Fonte: Oeste







